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Complexo do Quadril #05

Cabeça do Fêmur e Acetábulo


A articulação do quadril é conhecida como coxofemoral, composta por duas superfícies articulares esféricas, sendo um tipo de articulação esferoide.


A cabeça do fêmur é formada por 2/3 de uma esfera, e em seu centro passam 3 eixos articulares, um horizontal, um vertical e outro Antero-Posterior. A cabeça esférica do fêmur é sustentada pelo pescoço do fêmur ou pelo colo femoral que assegura a junção com a sua diáfise, o colo do fêmur está disposto em uma direção oblíqua, com um vetor de eixo, de baixo para cima, para dentro e para a frente, formando um eixo de inclinação de 125º com a diáfise do fêmur, com uma abertura que varia de 10º a 30º para dentro e para a frente como chamamos “ângulo de anteversão”.


A forma da cabeça do colo do fêmur varia muito entre as pessoas, os antropólogos constataram que ele respondia a uma certa adaptação funcional, mas em termos gerais Kapandji sita Bellugue diferenciou dois tipos:


Longilíneo onde a cabeça do fêmur representa mais de dois terços de uma esfera e os ângulos Cérvico-diafisários são maiores, média de 125º de inclinação e 25º de anteversão, a bacia é estreita e mais alta, favorecendo uma maior amplitude articular corresponde a velocistas na corrida.


Brevilíneo onde a cabeça femoral representa uma semi-esfera, e os ângulos são reduzidos a Inclinação é de 115º de média e 10º de anteversão média. A diáfise do fêmur é mais larga a bacia também apresenta-se mais larga e mais maciça, a amplitude articular é menor, perde em velocidade também, mas ganha robustez e força como levantadores olímpicos.


Essa identificação é muito importante quando trabalhamos tanto na reabilitação quanto no rendimento ou preparação física, pois identificando os pontos fortes e fracos, anatomo-fisiológicos de nossos clientes podemos orientar melhor nossos objetivos.


A cavidade do acetábulo recebe a cabeça do fêmur, está na face externa do osso ilíaco, possui a forma de uma semi-esfera limitada em seu perímetro por ser muito rasa. Somente a uma parte do acetábulo está coberta de cartilagem: é a meia-lua articular.


A congruência entre a cabeça do fêmur e o acetábulo é muito maior se comparada as superfícies articulares da cintura escapular, sua conformação não é lateral como da cintura escapular mas, como se o acetábulo estivesse olhando para frente e para baixo. Essa orientação implica que a parte superior do acetábulo ultrapasse a cabeça do fêmur para fora, nessa região do teto do acetábulo é onde a pressão sobre a articulação é mais forte, e a cartilagem é mais espessa sobre a meia-lua articular. Nesta região normalmente ocorrem as síndromes por impacto femoroacetabular seja por espessamento do colo do fêmur ou aumento do teto do acetábulo gerando dois tipos diferentes de possibilidade de lesão.


No próximo artigo vamos discutir sobre as superfícies articulares do fêmur e do acetábulo.





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