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Fisioterapia Vol 1 & 2
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Complexo do Quadril #01

Anteriormente realizei uma pequena série de 19 artigos sobre o complexo do ombro, suas estruturas anatômicas e movimentos, uma análise biomecânica e estrutural. Hoje vou iniciar uma série sobre o complexo do quadril.


O quadril, uma articulação importantíssima do nosso corpo, uma articulação que haje como motor e estabilizador, do ponto de vista estrutural é uma das articulações mais simples, uma bola e um soquete; porém do ponto de vista funcional é uma articulação muito mais complexa devido a sua relação direta com disfunções do tornozelo, joelho, lombar e sacroilíaca e uma relação indireta até com o ombro do lado oposto e que muitas vezes passa despercebida quando falamos de treinamento e reabilitação.


O quadril e todo o complexo articular da bacia é um ponto de geração de potência como já falado no artigo [5 dicas para se mover melhor], e em muitas vezes também é negado isso durante o processo de reabilitação e treinamento, mas nessa série que estou iniciando vou abordar primeiramente os aspectos anatômicos e cinesiofuncionais.


Sendo o quadril a articulação proximal do membro inferior, sua função é orientar o membro em todas as direções no espaço, como a chave para a precisão dos movimentos do membro.


Possuindo três eixos e três graus de liberdade, um eixo transversal, onde ocorrem os movimentos de flexão-extensão, o eixo ântero-posterior que proporciona a abdução e a adução e o eixo longitudinal onde ocorrem as rotações interna e externa.


A articulação coxofemoral é uma enartrose, em oposição a articulação do ombro, a coxofemoral apresenta-se muito mais coaptada e mais estável, mas isto implica em uma menor amplitude de movimento, assim muitos movimentos necessitam de um “auxílio” da coluna lombar para aumentar algumas amplitudes de movimento, como quando alguém realiza um espacate ou uma hiper extensão de quadril em pé, mas veremos isso em breve.


Flexão do Quadril


A flexão é o movimento que produz o contato da face anterior da coxa com o tronco/abdome, a amplitude varia devido a alguns fatores, primeiro a flexão ativa é menor que a passiva, a posição do joelho também influencia, quando o joelho está estendido a flexão pode passar dos 90º quando flexionada atinge cerca de 120º.


A flexão PASSIVA sempre passa os 120º, porém a posição do joelho influência, se está estendido é menor do quando ele está em flexão, neste segundo caso a flexão de quadril pode passar dos 140º na maioria das pessoas, mas em alguns casos é necessário realizar uma flexão da coluna lombar ou retroflexão da pelve quando é realizado a flexão bilateral dos quadris, de qualquer forma sempre que os ísquios estiverem relaxados a flexão de maior será maior.


EXTENSÃO


A extensão é movimento de levar a perna para trás do corpo no plano frontal, a amplitude da extensão é muito menor que a da flexão sendo limitada pela tensão do ligamento ílio-femoral.


A extensão ativa assim como na flexão a extensão ativa é menor que a passiva, quando o joelho está estendido a extensão do quadril chega a 20º, já quando o joelho está em flexão extensão do quadril reduz, devido aos músculos isquiotibiais perderem sua eficácia como extensores do quadril.



Na extensão Passiva chega a 30º quando levamos o membro para trás manualmente, já durante o passo chega a 20º naturalmente, a báscula da pelve pode produzir uma hiperlordose lombar e isto aumentar a extensão do quadril.


Esta amplitudes são consideradas normais, ou naturais, podendo ser aumentadas com exercícios e repetições no caso de ginastas e bailarinas por exemplo, mas sempre lembrando que a extensão da coxa é compensada com uma anteversão da pelve.


No próximo artigo vou falar sobre os movimentos de abdução e adução.



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